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Milho reage em Chicago, mas mercado interno segue acomodado

Clima na Argentina sustenta leve alta nos futuros, enquanto oferta elevada limita avanços no Brasil

Milho reage em Chicago, mas mercado interno segue acomodado

Oferta elevada e avanço da colheita mantêm o mercado de milho pressionado no Brasil. Foto: Canva

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Foto do autor Camilo Motter
22/01/2026 |

Os contratos futuros do milho operam em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira, após as perdas registradas na sessão anterior. O movimento reflete uma tentativa de recuperação técnica, apoiada principalmente pelas preocupações com o clima na América do Sul. Ainda assim, a ampla oferta global segue limitando ganhos mais consistentes.

De acordo com a Granoeste, o mercado internacional encontra algum suporte na perspectiva de tempo mais seco e quente na Argentina, fator que mantém o foco sobre o desenvolvimento das lavouras no país. A produção argentina é estimada em 59,8 milhões de toneladas, segundo a consultoria Safras, e qualquer impacto climático pode influenciar a formação de preços no curto prazo.

Apesar disso, o cenário global permanece marcado por oferta abundante. Estados Unidos e China, os dois maiores produtores de milho do mundo, devem registrar produções recordes, estimadas em 432,3 milhões de toneladas e 301,0 milhões de toneladas, respectivamente, conforme dados do USDA. Juntos, os dois países respondem por quase 60% da produção mundial, o que reduz o espaço para movimentos mais intensos de valorização.

Brasil com mercado pressionado pela oferta

No mercado doméstico, o ritmo segue lento neste início de ano. A colheita da safra de verão já começou e amplia a disponibilidade do cereal em algumas regiões, especialmente no Sul do país. Com isso, os preços permanecem pressionados e o volume de negócios continua restrito.

No oeste do Paraná, as indicações de compra são pontuais, com valores entre R$ 62,00 e R$ 63,00 por saca. Em Paranaguá, as cotações variam de R$ 68,00 a R$ 70,00, conforme o prazo de pagamento e as condições de entrega. No interior, os preços também oscilam de acordo com a localização dos lotes.

Na B3, os contratos futuros apresentam leve recuo. O vencimento março é negociado em torno de R$ 69,15, enquanto o maio gira próximo de R$ 68,50. Já o câmbio opera em leve queda, ao redor de R$ 5,31, influenciando a formação dos preços internos.

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Editor RuralNews
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TAGS: #milho # cbot
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